Boa sorte sou eu!
Estava aqui vivenciando o meu dia da Mulher, com as mesmas obrigações rotineiras, mas fazendo mentalmente aquele balanço de ganhos e perdas. Cheguei a conclusão que me orgulho de mim e me amo bastante. E isso não é fácil de dizer, mulheres são educadas para a culpa, desde a Igreja, que nos inculte a responsabilidade pelo pecado orginal, à Freud, que indica a mãe como mentora de todas as paranóias. Por isso, nos culpamos, nos exigimos, acreditamos que não somos suficientemente bonitas, não somos competentes à altura, não somos mães presentes em tempo integral e se o casamento falha, provavelmente é nossa culpa. Mas... a essa altura da minha vida, já me conheço o suficiente para dar às minhas conquistas uma importância maior do que às minhas falhas. E posso ser tão tolerante comigo mesma, como tenho sido com todos os que me decepcionaram ou me magoaram nessa vida. E posso ser tão agradecida a mim mesma por ter prosseguido, como sou grata a todos as pessoas que me...