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Sobre o 17 de julho

O dia 17 de julho de 1997 ficará marcado na História de Alagoas como a data em que uma revolta de policiais militares e civis, com apoio popular, provocou a renúncia do então governador Divaldo Suruagy. Como militante dos movimentos sociais e como repórter da TV Alagoas, eu acompanhei o desenrolar da crise que gerou a revolta. Contei um pouco dessa história ao jornal A Verdade. Leia aqui 

Comunidade universitária ouve os depoimentos de alagoanos que resistiram à Ditadura Militar

Um debate cercado de muita emoção sobre as memórias de pessoas que sofreram torturas Um auditório lotado e repleto de jovens universitários que vieram aprender mais sobre esse período obscuro da história brasileira, ouvindo depoimentos de pessoas que foram presas e torturadas ou de familiares de desaparecidos. O segundo dia de debates sobre os 50 anos da ditadura militar foi cercado de muita emoção, a cada palavra arrancada com dificuldade para falar sobre lembranças que são dolorosas para quem foi vítima da repressão. A coordenadora do programa Ufal em Defesa da Vida, professora Ruth Vasconcelos, ressaltou esse momento histórico para a universidade. "Não estamos aqui para ouvir pessoas que falam sobre o que leram em documentos, mas para conhecer testemunhas que são memórias vivas dessa história e que falam sobre o que vivenciaram. Isso faz uma diferença fundamental", destacou a professora. O primeiro a contar sua história foi Valmir Costa, veterinário, ...

Historiadores resgatam a trajetória dos militantes da esquerda em Alagoas

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Em todas as partes do mundo, a História foi escrita pelos vencedores. Mas, muitas vezes, os vencidos encontraram alternativas para manter viva a memória dos que lutaram contra a ordem estabelecida. Aqui em Alagoas, esses testemunhos dos rebeldes ficaram abafados por muito tempo. Por isso, um grupo de pesquisadores resolveu se dedicar a recuperar estes arquivos e recontar alguns fatos históricos do ponto de vista de quem lutou contra o poder e pagou um preço alto por esta ousadia. O grupo de pesquisa “História Social e Política” foi formado em 2009, sob a coordenação do professor Alberto Saldanha. Atualmente, o grupo é coordenado pelos professores de História Ana Paula Palamartchuk e Osvaldo Batista Acioly Maciel. Participam do projeto, nove pesquisadores e 19 estudantes de História, que desenvolvem quatro linhas de pesquisa: História da Política Externa no Brasil, História das Esquerdas: Política e Cultura, História Política da Alagoas Republicana e História Social do Trabalho. Font...

Essa viagem até nada...

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Algumas situações da vida nos fazem pensar na ridícula vaidade humana, que muitas vezes ressalta com uma enorme ansiedade metas que, uma vez conquistadas, não valem grande coisa... Fiquei pensando também no reverso, vidas dedicadas a ideiais realmente grandiosos, mas que, uma vez alcançados, foram de tal forma manipulados, que se transformaram também em nada pelo que valesse a pena morrer... Refletindo sobre essa coisas, lembrei de uma música que ouvi com emoção há alguns anos, em Cuba. A letra poética e profunda revela com muito mais clareza o que estou querendo dizer. Ainda mais porque se trata de um poeta que viveu em um país que bradava nobres ideais, e, como diz Luis Eduardo Aute, em "La Belleza", quase tudo acabou como escadaria para a glória de poucos. Não é com pessimismo ou amargura que faço essas reflexões. Como diz Fernando Pessoa "tudo vale a pena se a alma não é pequena". Por isso, para mim nada que foi feito com dedicação e amor se perde totalmente...

A Regina e o Lula

Minha querida amiga Regina, uma das pessoas que cito no meu post sobre o filme de Lula, mandou um comentário por email que resolvi publicar aqui, porque Regina é uma dessas pessoas que compõem o mosaico dessa história, e acompanhou tudo bem de pertinho, ali no ABC Paulista. Abaixo o email da Rê: Lua, que boa surpresa encontrar vc recompondo sua vida de militante, que foi quando te conheci. Realmente muito dedicada e certeira. Poderia ter sido uma ótima dirigente partidária (rsrs)... brincadeirinha. Sobre o filme: mesmo não sendo "a" entendida em cinema, algumas questões técnicas me frustraram (diálogos, ligações entre cenas e épocas etc - poderia ter sido melhor trabalhado). Do ponto de vista da realidade apresentada, muito coisa também me emocionou, apesar de a vida dura dos migrantes já ser tão conhecida. Para mim, o filme preenche uma data que já tinha fugido da minha memória. Explico: eu entrei para trabalhar no sindicato dos metalúrgicos de SBC no dia 28 de maio...

O Lula também sou eu...

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Acabo de assistir ao filme "Lula, o filho do Brasil". Estou emocionada... não posso fazer nenhuma análise sociológica, nem sobre os aspectos cinematográficos e a qualidade técnica da pelicula ou coisa assim... Minha cabeça viajou demais enquanto eu assistia ao filme. Muitas idéias, muitas lembranças, muitas conexões com outras vidas que compõem esse mosaico... A frase que mais ficou em mim durante o filme foi aquela dita quando o Lula resolveu recuar da greve e a base manteve o movimento. Alguém gritou "com o Lula ou sem o Lula nós vamos em frente. O Lula também somos nós!" É isso... o Lula também sou eu... Tem algumas coincidências. Ser pernambucana, ter passado a infância em Santos, ser Corinthiana kkk, mas não é só isso... eu pensei no meu pai e nos meus tios, que também trabalharam nas fábricas paulistas nas décadas de 60 e 70. Iam de bicicleta para o trabalho, de Santos para Cubatão, pegar o turno na Cosipa. Eles também eram chamados de ...