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Isso sim é superação!

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Todos os anos, quando chegam novos alunos na Ufal, nos deparamos com várias histórias de persistência e superação. Gente que tentou o vestibular várias vezes até passar no curso que queria, gente que estudou dias e noites, abandonando lazer e amigos, gente que sonhou com o curso superior mesmo com poucos recursos para estudar... Mas, Paulo César Oliveira merece uma menção honrosa no quesito superação. Pobre, negro, deficiente físico, hemofílico, morador de um bairro considerado violento e marcado pelo tráfico de drogas, o Clima Bom. Com dificuldades de se locomover, Paulo chegou a ficar dez anos sem estudar, até que soube do vestibular comunitário, mantido pelo programa Conexões de Saberes, do Governo Federal, que estava oferecendo aulas no bairro dele. Neste cursinho, universitários da Ufal ensinam aos candidatos de comunidades de baixa renda o conteúdo básico para enfrentar o processo seletivo. A mãe de Paulo empurrava a cadeira de rodas dele por mais de uma hora até chegar à ...

Caroneiras da Uesc

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Hoje teclei no msn com uma grande amiga, que atualmente mora em Brasília, mas eu a conheci em Itabuna, a Lucyara. Começamos a lembrar dos tempos da Uesc. Fizemos pedagogia lá de 1990-1993. Formávamos um quarteto bem unido: eu, Lucyara, Karina e Socorro. Quatro anos compartilhando estudos, sonhos e as caronas que conseguíamos na rodovia Ilhéus-Itabuna. A universidade fica no meio do caminho entre as duas cidades, numa estrada que margeia o rio Cachoeira, passando por fazendas de cacau e pasto. Um lugar muito bonito. Tenho belas recordações da paisagem no trajeto para ir às aulas, com garças nas pedras do rio. É ainda uma tradição dar carona aos universitários. Pessoas que passam pela rodovia diariamente, geralmente, dão uma paradinha para "catar" algum estudante que vai para a cidade. Isso nos dois sentidos da pista, porque de um lado ficam os caroneiros que vão para Ilhéus e do outro ficam os que vão para Itabuna. Eu, Karina, Lucyara e Socorro só pegávamos carona em ca...

Um novo começo para um jovem detento...

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Ricardo Gomes de Araújo, 19 anos, é agora oficialmente estudante da Universidade Federal de Alagoas. Ele chegou para fazer a matrícula, ontem à noite, escoltado por agentes penitenciários, meia hora antes do encerramento dos trabalhos. A mãe de Ricardo, Maria Selma Gomes, já estava aflita na porta da Faculdade de Administração, temendo que ele não chegasse a tempo e perdesse a vaga conquistada, mas deu tudo certo. O abraço de alegria e orgulho emocionou a quem acompanhava a cena. Ricardo Gomes se envolveu em um assalto à mão armada no Tabuleiro, em outubro do ano passado, e foi preso depois de uma perseguição policial, na qual ele foi baleado na perna. A familia vive um drama desde então. Os pais contam que Ricardo sempre foi um bom filho e a participação dele em um crime chocou a todos. O rapaz foi levado para a Casa de Detenção Provisória de Maceió e espera que a Justiça decida sobre o caso dele. No final do ano passado, ele conseguiu autorização para fazer as provas do vesti...

Rapaz aprovado na Ufal quer sair da cadeia para estudar

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Ricardo Gomes de Araújo teve a chance que centenas de jovens queriam: foi aprovado no vestibular da Universidade Federal de Alagoas, para o curso de Administração, turno noturno. O problema é que o rapaz de 19 anos está preso por assalto a mão armada e aguarda a decisão da Justiça sobre o caso. Essa história foi tema de uma ótima matéria da repórter Carla Serqueira, da Gazeta de Alagoas, e ganhou duas páginas da edição deste domingo. Merecido destaque, já que o caso remete a uma reflexão ampla sobre a situação dos jovens num contexto social para lá de adverso. Alagoas, ano passado, entrou no ranking do Ministério da Justiça como a capital brasileira com maior índice de assassinatos vitimando jovens de 18 a 29 anos. Estamos lutando contra o crack, o desemprego, a falta de oportunidades, os baixos índices de desenvolvimento humano que ainda assolam o povo alagoano. A situação econômica dá sinais de que começa a melhorar e a depender menos de um único setor, mas ainda não é o suficien...

"O sertão vai virar mar". Um mar de conhecimento...

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Estava lendo a matéria dos meus colegas Jonathan e Avanny sobre o resultado do primeiro vestibular da Universidade Federal de Alagoas no sertão do Estado. Comecei a pensar sobre o quanto a presença da Ufal vai significar de mudança nessa região. Já passei pela emoção de ser  mestre de cerimônia na inauguração do campus Arapiraca, em setembro de 2006. Quando olhei aquela terra vermelha, onde se plantava fumo, virando universidade, lembrei de vinte anos antes, quando eu, Evaldo, Florisval e outros companheiros percorríamos quilometros a pé por ali, organizando trabalhadores rurais de Craíbas e Arapiraca, para consolidar a CUT e o Partido dos Trabalhadores no interior de Alagoas. Passamos muitas adversidades naquele período. No dia da inauguração, fiquei com os olhos marejados, pensando principalmente em Evaldo, que já partiu para outra dimensão. Quando é que a gente podia imaginar isso?! Uma instituição de produção de conhecimento, nessa região onde já fomos perseguidos só...