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Mais um poeminha de amor

Sobre o amor O amor não realizado vira poesia O amor platônico sempre é poesia O amor romântico inspira os mais belos poemas Sofrer por amor pode ser tema de samba-canção Saudade e melancolia curam-se com poesia A dor da rejeição só a poesia alivia Por isso há tanta poesia Só o raro encontro de amor recíproco, vivenciado e pleno Não carece de palavras e ninguém sabe onde acontece

A palavra que Aurélio mais gostava...

Disse a viúva de Aurélio, a dona Marina, que das centenas e centenas de palavras que Aurélio Buarque de Holanda definiu, a que ele mais gostava era saudade... É mesmo uma palavra bonita, mas vem acompanhada de uns sentimentos que o dicionarista pode definir com facilidade, mas são difíceis de carregar no peito, como melancolia, angústia, tristeza... Ontem, visitando Passo de Camaragibe para fazer a matéria sobre o centenário de nascimento do mestre, fui atacada destas saudades sem explicação alguma, e fiz mas um poeminha abestalhado... Lá vai Sinto saudades Não sei mas de que nem de quem É uma saudade de um tempo que eu não lembro de uma gente que não conheço de lugares a que nunca fui Mas a saudade dói Como se eu estivesse fora do eixo como se fosse estrangeira nesse lugar Parece que num lapso de memória esqueci que sou daqui mesmo e vivo a suspirar desprovida da minha história foto: minha, na estrada de Passo

No subterrâneo mundo de Psique

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Ando cumprindo com todas as minhas tarefas diárias: trabalho dez horas por dia, no mínimo, cuido de Ernesto e minha casa está o mais arrumada possível, levando-se em consideração que tenho um furacão de quatro anos dentro de um apartamento de dois quartos. Mas apesar de externamente a vida andar na rotina, a verdade é que nos últimos dias estou como Psique descendo ao inferno. Um lugar onde é preciso abandonar as esperanças para que as sementes germinem em silêncio, antes de poderem se erguer de novo à luz do sol. Mas vou logo acalmando aos amigos. Não tem nada a ver com depressão. Depois que eu li "O Demônio do Meio Dia", de Andrew Solomon, há uns sete anos, eu descobri que tenho uma reserva de energia considerável para me manter longe desse estado, mesmo diante dos contratempos da vida. Na época eu era repórter da área policial, trabalhava durante a madrugada, e uma certa "melancolia" me contaminava quase todos os dias... Também, eu via cada cena... Mas quem m...