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Mostrando postagens com o rótulo crianças

Rotina de repórter e as pessoas que surpreendem...

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O que mais gosto em trabalhar numa equipe de reportagem é circular pela cidade, conhecer ambientes e pessoas diferentes. Algumas vezes estamos em palácios, outras pisando nas áreas mais pobres da cidade. Mesmo com mais de uma década nessa rotina, eu ainda me surpreendo, e não quero parar de me surpreender nunca com o ser humano. Hoje, por exemplo, eu corri bastante para falar da poluição provocada pelos veículos desregulados no trânsito, fui até o Vale do Reginaldo registrar o início de uma importante obra de urbanização, beneficiando centenas de familias que vivem em situação de miséria. Fui à Artnor, descobrir o que as crianças estão gostando na feira de artesanato, e ainda tive que dar conta de uma pauta extra, para mostrar o tumulto que tomou conta da cidade com o apagão do final da tarde... ufa! Deu para fazer tudo, e ainda tive uns intervalos para fotografar o cinegrafista em ação e as crianças, que sempre cercam as equipes de reportagem, atraídas pelo equipamento e por ess...

Sonhos de um menino de 8 anos interrompidos por bala perdida...

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Nada mais difícil do que entrevistar uma mãe que acabou de perder o filho de forma trágica... mas hoje minha pauta era essa... Glaucia Nascimento queria falar, talvez uma forma de aplacar a dor, de dividir o desespero... O filho dela, Tawan Berg Alves, de 8 anos, estava na porta da casa da avó dele, quando houve uma troca de tiros entre assaltantes fugindo de bicicleta, e perseguidores que ninguém ainda identificou quem eram... também não se sabe ao certo se a bala que atravessou o coração do menino veio da arma dos assaltantes ou partiu de quem os perseguia. O fato trágico aconteceu no último sábado, por volta das 19 h, na rua Nova Brasilia, no bairro do Tabuleiro do Martins, em Maceió. O menino morava em Cruz das Almas, mas estava passando uns dias na casa da avó. A mãe contou que já mudou do Tabuleiro porque temia a violência do local. Mas o filho acabou sendo vítima dessa criminalidade desenfreada. Fica sempre aquela sensação de que a tragédia poderia ter sido evitada. Gl...

Meu menino do Pelô

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Uma das melhores recordações das minhas férias, em dezembro do ano passado, foi a viagem de navio que fiz com a minha irmã, Miriam, minha sobrinha, Carol (10 anos), e meu filho, Ernesto (3 anos). Escolhemos um percurso curto, Maceió-Salvador-Maceió, pensando que talvez as crianças não se adaptassem bem ao balanço no mar. Que nada! Carol e Ernesto curtiram cada minuto. Desde a cabine, que tinha uma escotilha para observar aquele oceano à perder de vista e uma banheira que eles transformaram em piscina, até o último deck, onde a paisagem era feita de céu e mar, com todas as tonalidades possíveis. Nenhum dos dois sentiu enjôo. Eles aprenderam rapidinho a andar pelos corredores, pegar o elevador e chegar aos lugares onde queriam:  a Pluto's House, que tinha brinquedos e recreações para a idade de Ernesto, e o deck do shopping, o preferido da Carol. Quando chegamos a Salvador, tivemos dificuldade de disputar um táxi com turistas que iam fazer um tour completo p...

Sem essa Supernanny

Hoje o Ernesto deu um "show" no restaurante do Sesc Vila Mariana. Enquanto eu estava na fila para buscar nossas bandejas de comida, ele transformou as latas de reciclagem de lixo em uma bateria e fez o maior barulho, correu de um lado para o outro jogando os chinelos para cima e quase trombou com as pessoas que equilibravam bandejas até a mesa... Tive que perder o meu lugar na fila e arrastar Ernesto para fora do restaurante para falar com ele. Como eu estava morta de vergonha e com muita raiva, ele percebeu que era sério e prestou atenção. Voltei de novo para o final da fila e ele esperou na mesa, um pouco mais comportado, mas não tanto... Em lugares que tem muitas crianças, ninguém liga para isso, porque todos os pais sabem que é dificil controlar tanta energia e são mais condecendentes e compreensivos uns com os outros. Quando um adulto está em dificuldades eles riem com cumplicidade e dizem "essas crianças"... Mas num lugar onde predominam adultos, eles olham ...

Novidades demais...

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São quatro horas da tarde de uma terça-feira. Dia normal de trabalho para muita gente. Mas eu estou de férias e o tempo passa diferente para mim. Estou em São Paulo, hospedada na casa de uma grande amiga. Meu filho está dormindo tranquilamente, depois de percorrer o zoológico de ponta a ponta. Fico imaginando o que sonha uma criança de três anos depois de ter visto dezenas de bichos que para ela tem os nomes dos personagens de desenhos infantis... sim, porque ele chamou a zebra de Marty, o leão de Alex, o hipopótamo de Glória e a girafa de Melman. Nota dez em memorização dos personagens de Madagascar. Os outros animais, embora não tenham saído dos desenhos animados, também encantaram Ernesto. Foram quilometros percorridos com muitas novidades. Uma overdose de bichos para estafar uma criança que até ontem, pessoalmente, conhecia cachorros e gatos, além de alguns insetos... O melhor é poder enxergar o mundo pelos olhos dele: tudo tão encantador e cheio de aventuras! Eu já fu...