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Uma rosa...

Uma rosa que estava tão vermelha, viçosa, feliz... Irradiava vida por cada pétala. Foi colhida, presunçosa e orgulhosa diante de tantos olhares e entregue como demonstração pública de uma paixão esfuziante... Palavras que ressoaram no universo foram pronunciadas: "minha vida", "meu amor", "meu sol", "minha lua"... " amor vim te buscar em pensamento ..." Mas, de repente, vem o corte, a dor, a falta de luz... Nada resta à rosa, senão murchar devagar, sem ódio, amando... Morre a rosa, como um sonho que é arrancado do peito, numa noite de lua tão bonita que chegava a agredir aos olhos, tristes com tanta beleza não vivida, com tantos planos agora sem perspectiva de realização... Morre por falta de esperança, o necessário adubo da alma...

Em agradecimento à uma gentileza

A vida é assim, cheia de tropeços, aridez, brutalidade... mas basta um ato de simples gentileza, para mudar o panorama do dia, espantar as nuvens, trazer o sol de volta... A humanidade é assim, capaz de brutalidades terríveis, de se afastar da própria racionalidade e manifestar instintos que nem os animais revelam. Mas basta uma atitude sensível para renovar a fé nos homens e sinalizar que ainda existem e sempre existirão as pessoas confiáveis e naturalmente bondosas... Pelo menos para quem, como eu, tende mais a acreditar do que se entregar ao ceticismo, tende mais a ter esperança do que a mergulhar na amargura, e, por isso, se alimenta de cada pequeno gesto de bondade, solidariedade, carinho, para seguir em frente... Por isso, como os orientais sabem fazer, vale a pena agradecer muitas vezes, dizer muitos arigatos, muitos obrigados, para atrair mais alegria para essa vida... e às vezes, basta apenas um toque... um sorriso... um abraço... E, por que não? Uma rosa e uma ...