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Hoje foi dia de frevo!

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Quando eu acordei de manhã com trovoadas e relâmpagos, até pensei que o domingo de carnaval que eu tinha prometido para o Ernesto iria por água abaixo... mas ainda bem que a cidade não inundou e por volta de dez horas da manhã o tempo abriu... Ernesto vestiu a fantasia de Ben 10, aliás, a mais usada esse ano pelos meninos, e correu radiante para o carro, rumo à festa. Primeiro, a oficina do pintinho, organizada pelo bloco Pinto da Madrugada, especialmente para as crianças, na Praia de Ponta Verde, com os frevos tocados pela banda da Polícia Militar. No começo, Ernesto se incomodou um pouco com o som alto, o aperto e o calor. Mas depois, até ensaiou uns passos de frevo comigo e com a avó. Eu, por sinal, aprendi um novo jeito de frevar: pular com o menino agarrado na perna. Depois de um descanso rápido, vestimos de novo a fantasia, Ernesto de Ben 10 mais uma vez ( lavei a camisa rapidinho e ele tinha outro short de Ben 10) e fomos para o Bailinho dos Seresteiros da Pintagui...

As amigas buchudas...

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Estava fuçando o Orkut da minha querida amiga, para ver as fotos da gravidez, que já está no oitavo mês... Chris está se preparando para ter um parto normal. Espero que dê tudo certo. Nossa turminha de amigas, jornalistas, mães e estressadíssimas com a tripla jornada de trabalho (dois empregos e mais a casa) estamos todas na torcida. Até porque, Chris está completando o quadro. Resolvi juntar as imagens: Chris, 2010, prestes a ter a filhinha nos braços, e a histórica foto que tiramos no final de 2005: eu, Maira, Milena e Flavinha, grávidas. Pois é, aconteceu quase ao mesmo tempo... Maira, um pouco antes. Mas os filhos de Flavinha,  Milena e o meu tem menos de um mês de diferença. Agora vamos nos dividir entre as orientações à Chris sobre amamentação, como suportar noites de insônia e melhores pomadas para assaduras, com a nossa própria busca de respostas sobre como lidar com esses pequenos, que mal deixaram as fraldas e já querem mandar na gente.

A obra conhecida de um personagem esquecido

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Todos os alagoanos conhecem muito bem o Palácio dos Martírios, o antigo prédio da intendência, ali vizinho, onde agora funciona um orgão da prefeitura, o Teatro Deodoro e o prédio mais antigo do Tribunal de Justiça. Mas quem conhece Luigi Lucarini? Pois é, o italiano que viveu em Maceió no final do século XIX e deixou sua marca em prédios suntuosos não é muito lembrado por essas bandas. Na verdade, segundo a trineta do arquiteto, Vânia Amorim, ele sequer é citado nas duas escolas de arquitetura da cidade. Para corrigir esse descaso com a memória do responsável pelo maior conjunto arquitetônico da cidade, está sendo lançado hoje um livro sobre a vida e a obra de Luigi Lucarini. O trabalho foi apoiado pelo Instituto de Desenvolvimento Humano. Vinicius Palmeira ajudou as amigas descendentes do italiano a captar recursos, levantar dados e organizar a obra. As fotos são lindas, produzidas pelos melhores fotógrafos do Estado. Aliás, todo o time que entrou em campo para produzir a obra é d...

O Pianista do Silencioso

Finalmente estou lendo o romance escrito pelo meu amigo Carlos Nealdo e lançado pela Edufal em 2007. O meu exemplar foi presente do próprio autor, autográfado, é claro. Uma leitura deliciosa... A narrativa de Nealdo é dessas que ao mesmo tempo informa e deleita, conjunção difícil conquistada apenas por bons escritores. Apesar de ser uma ficção, o livro apresenta um panorama detalhado das primeiras décadas do século XX, com a primeira grande guerra alterando as relações humanas, culturais, sociais e políticas. A importância do cinema nesse período, a distância entre as realidades da Broadway e do serão nordestino, que se encontram na trajetória de um ator famoso que de repende, e da forma mais inusitada, saí do mundo dos grandes shows e vem parar no nosso prosaico mundinho... tudo isso, enriquece o texto, mas sem pesar na leitura, que flui saborosamente... Antes que alguém diga que estou jogando confetes para um amigo, aviso que Nealdo foi premiado em 2006 aqui em Alagoas com esse...

Daniel e a linguagem dos sinais...

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Hoje entrevistei, para a folha universitária da Ufal, o professor Daniel Paes, aprovado ano passado no concurso da universidade, no cargo de professor de Libras. A gente logo percebe quando uma pessoa é entusiasmada pelo que faz. Daniel gosta de aprender línguas. Poderia ter feito Letras, mas é formado em Comunicação, com habilitação em Relações Públicas. Ele fala fluentemente o alemão e dá aulas na Casa de Cultura Alemã do Espaço Cultural. O interesse pela linguagem de sinais começou por influência de duas amigas espanholas. Por causa delas, Daniel aprendeu primeiro os sinais em espanhol. Depois aprendeu as libras. Assim que foi nomeado professor da Ufal, Daniel elaborou um projeto de Extensão para divulgar a linguagem dos surdos. A Casa de Cultura de Expressão Visuo-gestual Miralles já foi aprovada pela Faculdade de Letras e pelo Conselho das Casas de Cultura. Deve entrar em funcionamento ainda esse semestre e vai atender a todos os interessados pela linguagem de si...

Em agradecimento à uma gentileza

A vida é assim, cheia de tropeços, aridez, brutalidade... mas basta um ato de simples gentileza, para mudar o panorama do dia, espantar as nuvens, trazer o sol de volta... A humanidade é assim, capaz de brutalidades terríveis, de se afastar da própria racionalidade e manifestar instintos que nem os animais revelam. Mas basta uma atitude sensível para renovar a fé nos homens e sinalizar que ainda existem e sempre existirão as pessoas confiáveis e naturalmente bondosas... Pelo menos para quem, como eu, tende mais a acreditar do que se entregar ao ceticismo, tende mais a ter esperança do que a mergulhar na amargura, e, por isso, se alimenta de cada pequeno gesto de bondade, solidariedade, carinho, para seguir em frente... Por isso, como os orientais sabem fazer, vale a pena agradecer muitas vezes, dizer muitos arigatos, muitos obrigados, para atrair mais alegria para essa vida... e às vezes, basta apenas um toque... um sorriso... um abraço... E, por que não? Uma rosa e uma ...

Meu dia de vítima...

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É como uma loteria às avessas, sempre pode acontecer com voce! Viver numa cidade como Maceió é o mesmo que estar na mira de assaltantes e ladrões, que agem a qualquer hora do dia, em qualquer lugar... Hoje foi meu dia de vítima... estávamos trabalhando e paramos o carro da equipe em frente à uma casa, numa rua movimentada do Farol, às duas e quinze da tarde. Eu sempre deixo minha bolsa debaixo do banco do passageiro... Quando voltamos, depois de gravar com a nossa entrevistada, o carro da TV tinha sido arrombado. Levaram minha bolsa, alguns coisas do cinegrafista, o 66, e do motorista da equipe, o Chié. Pensei logo naquele monte de documentos na bolsa, cartões de crédito, habilitação, documentos do carro! Faltou o chão... ligamos para o número de emergência, 190, e relatamos a situação. Tenho que testemunhar a rapidez da resposta... A viatura do 4º Batalhão fez uma ronda e menos de uma hora depois trouxe a minha bolsa de volta, com todos os documentos!!! Graças a Deus, porq...