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Quem sabe a gente entenda um dia...

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Tribuna Independente 29/08/2018 Fiquei pensando muito quando vi essa matéria da Evellyn na Tribuna e li essa frase: "Uma mulher tem que se organizar melhor se quiser ser mãe e estudar" Eu imaginei quantas mulheres ouvem coisas assim todos os dias: - Se você quiser aquela promoção, vai ter que se organizar, porque não vou poder abonar as faltas por causa dos seus filhos - Se você quiser fazer o doutorado vai ter que se organizar, porque eu não vou querer desculpa que não fez o artigo porque teve que cuidar do bebê - Se você quiser viajar, vai ter que se organizar, porque esse hotel não aceita bebês pequenos que fazem muito barulho... Então, imaginei uma hipótese bem maluca: Digamos que todas as mulheres, todas mesmo, resolvessem trabalhar, fazer hora extra, dedicar-se à carreira acadêmica e à pesquisa. Digamos que todas, todas, resolvessem que a maternidade é muito trabalhosa para quem tem outras aspirações Digamos que todas, todas, desistissem de procriar porq...

Comenda Jarede Viana

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Discurso na Câmara de Vereadores de Maceió, no dia 3 de agosto de 2018, ao ser laureada com a Comenda Jarede Viana Foto Renner Boldrino Bom dia a todas as pessoas Saúdo a Exma Sra. Vereadora Tereza Nelma, a quem agradeço pela deferência A minha companheira de trabalho na Universidade, professora Lígia Ferreira, e a companheira de militância feminista, Kandyse Melo, em nome das quais estendo a saudação aos demais homenageados e homenageadas Cara Joelma Albuquerque, pró-reitora de Extensão, aqui representando a reitora Valéria Correia, em nome de quem cumprimento toda a comunidade universitária da qual com muito orgulho faço parte e que realizou há poucos dias uma grandiosa reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, trazendo pesquisadores e estudantes de todo o país. Meus colegas Renner Boldrino e Izadora Nascimento, em nome de quem cumprimento toda a talentosa e dedicada equipe da assessoria de comunicação da Ufal, com a mi...

Jarede Viana

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Nesta sexta-feira (3), eu vou receber a Comenda Jarede Viana, concedida pela Câmara de Vereadores de Maceió, às 9 h, no auditório do Senac Poço. Para mim é  uma honra receber uma comenda com o nome dessa mulher combativa, com quem pude conviver em alguns momentos de militância política. Na foto, tirada em 1986, estamos no interior de Alagoas, protestando contra o assassinato de uma liderança dos trabalhadores rurais. Ela estava fazendo seu discurso contundente. Eu estava organizando as falas, na altura dos meus 20 anos, construindo minha caminhada de militância política em defesa de uma sociedade justa e igualitária. Nessa época, eu me espelhava em algumas mulheres corajosas, que enfrentavam a repressão, a misoginia, e tomavam a palavra, em alto e bom som, sem medo, como faziam Jarede Viana, Selma Bandeira e tantas outras combativas companheiras. Salve Jarede! Sua luta continua em nós!

Sobre o 17 de julho

O dia 17 de julho de 1997 ficará marcado na História de Alagoas como a data em que uma revolta de policiais militares e civis, com apoio popular, provocou a renúncia do então governador Divaldo Suruagy. Como militante dos movimentos sociais e como repórter da TV Alagoas, eu acompanhei o desenrolar da crise que gerou a revolta. Contei um pouco dessa história ao jornal A Verdade. Leia aqui 

Reflexões sobre o perdão…

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Enquanto eu o ajudava a tomar um iogurte, colocando cada colherada na boca dele, com cuidado, acompanhando ele sorver cada bocado com dificuldade, eu pensava: esse homem frágil, de cabelos brancos, acamado há mais de um ano, praticamente cego, mas ainda lúcido, embora falando com esforço, é o mesmo que há quatro décadas eu olhava com medo. Ele parecia alto, forte, feroz, sempre comandando, empurrando as coisas, esmurrando a mesa, atirando a esmo… eu me escondia atrás da porta e ficava quieta, até a tempestade passar e reinar o silêncio… então eu o  via acordar para um novo dia e tomar um gole de cachaça antes do café da manhã e cismava: quanto tempo até começar tudo de novo? Mas nessa época, eu também o amava e vivia ansiando pelo sorriso dele. Então eu fui entrando na adolescência e o medo foi virando raiva. Eu desafiava, questionava, encarava. Uma vez cheguei a empurrá-lo e ele desequilibrou e caiu no chão, atônito com a minha reação inesperada. Eu estava sempre dispos...

A melhor notícia da minha vida!

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Eu vou contar de novo! Eu não canso mesmo de contar essa história... Na madrugada do dia 21 de março de 2006, por volta de 4 horas da madrugada, eu senti uma pressão forte na barriga e quando levantei para ir ao banheiro, a bolsa estourou... Fiquei calma, a mala já estava pronta, acordei o pai do Ernesto, que na época não sabia dirigir e quis chamar um táxi. Mas eu estava tão tranquila que resolvi ir dirigindo... A gravidez toda foi muito tranquila. Trabalhei e fiz hidroginátisca até uns quinze dias antes do parto. Dirigi todos os dias e podia dirigir neste também... Cheguei no hospital Arthur Ramos e liguei para minha médica, dra. Sônia Pantaleão, que sabia do meu desejo de ter um parto normal, apesar dos 39 anos de idade. Ela chegou logo, ainda bem, porque Ernesto não queria saber de esperar. Mal deu tempo de chegar na sala de parto. Eu olhei o relógio e eram 6 horas. Nada de anestesia. Ernesto não demorou. Às 6h40 ele já estava nos meus braços, mamando... No outro dia,...

Uma tranquila e madura despedida

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Hoje, com o Wellington Soares (repórter cinematográfico) e o Irineu (motorista e apoio técnico), cumpri minha última pauta na TV Pajuçara. Não é uma despedida simples, porque não estou fechando só os 11 anos nessa emissora, mas os dezoito anos de dedicação diária ao telejornalismo. São muitas histórias e uma experiência que começou já com muita intensidade, cobrindo casos emblemáticos da história recente de Alagoas, como a morte de PC Farias e Susana Marcolino, a prisão da Gangue Fardada, a CPI do Narcotráfico em Alagoas, o caso Silvio Viana, o caso Ceci Cunha... Tantas e tantas informações embaralhadas num peito ansioso por ver essa terra de Zumbi dos Palmares aprender a fazer Justiça! Eu nunca fui para a rua com a expectativa de ser neutra e olhar aquilo tudo como se não fizesse parte de mim. Ouvir todos os lados da questão, sim, neutralidade, nunca! Mas agora, é hora de desenvolver outros projetos. Preciso de tempo! Tempo para cuidar do meu filho, tempo para estudar, tempo p...