Cinco anos...

Eu olhei para o relógio na parede e eram seis horas da manhã. Ainda não tinham chegado o anestesista e a neonatologista, mas Ernesto não esperou. Lembro que doeu, mas não lembro da dor... ficou mais a sensação do meu filho escorregando para fora... para o mundo, para a luz, para os meus braços... assim que senti ele terminar de passar eu pedi a médica que o colocasse no meu peito... Eram 6h40, Ernesto mamou de primeira e ficou lá comigo um pouquinho... depois foi levado para os procedimentos normais com um recém-nascido, e eu adormeci...
Mas acordei logo, impaciente, querendo meu filho nos braços... depois disso, lembro que fomos para casa e tudo era um aprendizado... a primeira vez que dirigi com ele no bebê-conforto, quando voltamos do hospital, eu não tinha o menor sinal da motorista apressada que sou na maioria do tempo. Tudo em mim era cuidado...
Sei que amamentar algumas vezes doeu, que muitas noites foram em claro, que voltar a trabalhar e passar as noites amamentando me deixou muito cansada... mas nada disso tinha tanta importância. Fundamental mesmo era o sorriso de satisfação a cada visita à pediatra. Ele crescendo forte, um meninão bem ativo e saudável!

Parabéns, Ernesto! Que a vida seja longa, saudável e generosa para voce! Deus te abençoe!
Inexplicavemente linda sua definição sobre o que é ser mãe... E do Ernesto!
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