Revirando as gavetas da memória...
Fiquei lembrando de como meu pai adorava dirigir ( com 75 anos e deficiência parcial da visão, não pode mais guiar o carro). Essa é uma das coisas que herdei dele: gostar de dirigir e de cair na estrada.
A via Imigrantes, em especial, foi muito importante para garantir mais anos de vida ao meu pai. Antes dessa estrada mais larga e mais reta, ele se achava Roberto Carlos, nas curvas da estrada de Santos, descendo a Serra do Mar pela Anchieta, com excesso de velocidade e escassez de prudência.
Por um tempo, meu pai foi morar na Bahia, em Camaçari, para trabalhar nas indústrias de lá, e nós ficamos em Santos. Ele adorava pegar o fusquinha, e depois um passat, e percorrer os quase dois mil quilômetros entre Camaçari e Santos, em uma viagem rápida, quase sem paradas, e com o pé pesado no acelerador.
Meu pai me ensinou a dirigir ainda criança, e com 13 anos já me entregava o carro no caminho entre Flexeiras e Maceió, porque ele voltava com o teor etílico muito acima do recomendado. Pois é, guiar eu aprendi com o velho Luna, mas respeito às regras de trânsito, eu tive que aprender depois...
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