segunda-feira, 21 de março de 2011

Cinco anos...

Eu lembro bem daquela madrugada do dia 21 de março de 2006, quando acordei com uma dor forte no ventre e quando levantei da cama a bolsa estourou. Recordo que mantive a calma, tomei banho, me arrumei e consegui dirigir até a maternidade. Liguei para a médica e ela fez o exame de toque... fui levada às pressas para a sala de parto.

Eu olhei para o relógio na parede e eram seis horas da manhã. Ainda não tinham chegado o anestesista e a neonatologista, mas Ernesto não esperou. Lembro que doeu, mas não lembro da dor... ficou mais a sensação do meu filho escorregando para fora... para o mundo, para a luz, para os meus braços... assim que senti ele terminar de passar eu pedi a médica que o colocasse no meu peito... Eram 6h40, Ernesto mamou de primeira e ficou lá comigo um pouquinho... depois foi levado para os procedimentos normais com um recém-nascido, e eu adormeci...

Mas acordei logo, impaciente, querendo meu filho nos braços... depois disso, lembro que fomos para casa e tudo era um aprendizado... a primeira vez que dirigi com ele no bebê-conforto, quando voltamos do hospital, eu não tinha o menor sinal da motorista apressada que sou na maioria do tempo. Tudo em mim era cuidado...

Sei que amamentar algumas vezes doeu, que muitas noites foram em claro, que voltar a trabalhar e passar as noites amamentando me deixou muito cansada... mas nada disso tinha tanta importância. Fundamental mesmo era o sorriso de satisfação a cada visita à pediatra. Ele crescendo forte, um meninão bem ativo e saudável!

Eu sei que cada dia desses últimos cinco anos, ele é a minha maior preocupação e minha maior alegria. Meu filho muito amado. Eu digo a ele todos os dias que o amo, muitas vezes. Mesmo antes de ter lido no livro "Quem ama não adoece" que "transmitir aos nossos filhos a certeza do nosso amor é o que de mais importante por eles podemos fazer".

Parabéns, Ernesto! Que a vida seja longa, saudável e generosa para voce! Deus te abençoe!