terça-feira, 15 de junho de 2010

A vida de copa em copa

Chegando ao trabalho para cumprir a missão do dia em pleno horário do jogo do Brasil, comecei a fazer um exercício de memória sobre o que eu estava fazendo nas últimas copas. Essa, decididamente, é a primeira vez que estou trabalhando durante um jogo da seleção.

Ernesto queria torcer comigo, saiu da escolinha todo de verde e amarelo. Por sorte, ele cochilou depois do almoço e eu saí de mansinho para trabalhar...
Na copa de 2006, eu estava de licença-maternidade. Ernesto estava completando dois meses. Vesti meu bebezinho lindo de verde e amarelo e fui assistir aos jogos na casa de parentes, tentando protegê-lo do barulho dos fogos. Mas, coitado, de vez em quando eu assustava o pequeno com um grito de gol. Na verdade, para mim, a grande estrela dessa copa, foi Ernesto!

Em 2002, foi aquela copa do fuso horário mais maluco, na Coréia e Japão. Lembro que alguns dos jogos foram reuniões animadas durante o café da manhã. Teve jogo que eu assisti sozinha, em casa, durante a madrugada, e depois voltava a dormir...

A copa de 1998, que foi na França, não deve ter tido a menor graça para mim. Porque eu estou tentando lembrar de um jogo e não consigo. Tudo o que eu me lembro desse período, foi a sequência de matérias policiais de repercussão, bem no meu início de carreira como repórter de TV: comecei em 1996, com PC Farias, 1997, teve a gangue fardada e em 1998, a CPI do narcotráfico. Não é à toa que não sobrou espaço para registrar o futebol.

A copa de 1994, eu era da direção do PT em Alagoas. Estava coordenando a campanha de Lula e os jogos para mim eram mais um motivo para encontrar a militância e fazer festa. Mas lembro de ter torcido muito, de ter assistido a alguns jogos na casa do Paulão, que na época morava em Cruz das Almas, e no dia da vitória, fui para uma festa animadérrima na orla e um desconhecido me agarrou gritando "vai que é tua, Taffarel !". Depois dessa, fui para casa, rindo...

A copa de 1990, eu morava no sul da Bahia. Tenho certeza que nesse ano, eu nem lembrei que era copa!

Já a copa de 1986, o que eu mais lembro foi de ter tido dengue. Logo depois de assistir a um jogo na casa de Celso, numa sexta-feira, com a turma da faculdade, voltei para o DCE, porque na época não tinha residência universitária (eu ocupei no ano seguinte, com a minha turma, o local onde agora é a RUA), e caí semimorta no colchonete. Acordei na segunda-feira, morrendo de dor e febre, com a Claúdia Amaral me salvando. Valeu, foi ela quem me salvou!!!

A copa de 1982, eu era adolescente. É a que mais lembro de ter vivido cada jogo, anotado tudo na tabela, lembro de saber detalhes sobre a formação dos times, acompanhar históricos. Discutia tudo com meu pai. Foi uma maravilha! A melhor copa do mundo na minha memória, a melhor seleção, e só não foi melhor, porque perdemos para a Itália. Eu odiei Paulo Rossi e passei muito tempo sem querer conversa com italianos!

A copa de 1978, foi a primeira que passei em Alagoas. Lembro que morava na Avenida Luiz Rizzo, no Farol, e assistia aos jogos com uma turma muito animada, meus novos amigos. A de 1974, não lembro de nada! Eu era criança, que eu me lembre, já era corinthiana, morava em Santos, mas não lembro dos jogos do Brasil.

Mas a de 1970, eu lembro! Eu tinha apenas três anos, mas lembro claramente de estar no banco traseiro do fusca do meu pai, na avenida principal do Jardim Casqueiro, em Cubatão, chorando, sem entender aquele fuzuê, aquele buzinaço, meu pai eufórico, as pessoas gritando nas ruas, todo mundo soltando rojões!!! Eu só lembro de chorar sem entender a confusão toda! Anos depois, soube que o Brasil ganhou a copa, era tricampeão e o Pelé era um rei!!!

A copa anterior, eu estava nascendo... nasci em ano de copa, e Ernesto também...

fotos: (1) Na redação da TV, torcida organizada (2) Na copa de 2006, Ernesto ia fazer 2 meses (3) copa de 1970

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Por que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?


A letra dessa música, interpretada por Roberto Carlos, não me saia da cabeça enquanto eu fechava uma matéria para colocar no site da Ufal, sobre um projeto desenvolvido pelas nutricionistas da Ufal para orientar as pessoas a eliminarem o consumo de gordura trans.

"Pescando” no Google fotos para ilustrar a matéria, é que eu fui ficando mais preocupada. Tudo gostoso. Tudo de encher os olhos. Eu, que sou viciada em biscoitos recheados, adoro batatas fritas de saquinho e não resisto a um sorvete, comecei a pensar: “ihhh, eu estou entupida de gordura trans!”.

A sorte é que pratico atividades físicas com frequência e também tento equilibrar a alimentação com frutas, verduras, legumes e o bom arroz integral. Mas, lendo informações sobre o assunto, diante do fato de que não se deve consumir mais do 1% de gordura trans por dia, e me deparando com afirmações mais radicais, do tipo: “a gordura trans não deveria ser consumida nunca!”, sei não, acho que estou muito longe de uma alimentação saudável.

Mais difícil ainda pensar nos filhos que já crescem, como eu cresci, enchendo os olhos com os pacotinhos coloridos das estantes dos supermercados. Bom, mas nestas horas, não tem como fugir à reflexão. Temos, pelo menos, que tentar equilibrar as coisas. Vamos às frutas e legumes, gente!!!

Veja mais detalhes na matéria publicada no site da Ufal

Foto do site Palavra de Médico