quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pensando bem: A cultura popular de Alagoas é destaque de um TCC ...

Pensando bem: A cultura popular de Alagoas é destaque de um TCC ...: O Guerreiro foi o folguedo pesquisado pela aluna Mona Cleide Quirino da Silva, do curso de Biblioteconomia da Ufal. Ela quis aber como as bi...

A cultura popular de Alagoas é destaque de um TCC premiado

O Guerreiro foi o folguedo pesquisado pela aluna Mona Cleide Quirino da Silva, do curso de Biblioteconomia da Ufal. Ela quis aber como as bibliotecas e outros equipamentos culturais estão contribuindo, não só para preservar esta memória, para manter os grupos culturais em atividade.

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)  recebeu o Prêmio "Carminda Nogueira de Castro", como o melhor trabalho em nível nacional, durante o Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação e Ciência da Informação (CBBD), realizado em agosto deste ano, em Maceió.

Para o curso de Biblioteconomia, que tem 13 anos na Ufal, a premiação foi um incentivo e uma importante divulgação das ações destes profissionais.

Veja a matéria veiculada na TV Pajuçara

foto do site do Colégio São Luiz

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Própolis vermelha pode ser aliada no tratamento da Aids

O Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Controle de Qualidade dos Medicamentos, da Escola de Enfermagem e Farmácia, coordenado pelo professor Ticiano Gomes, está investigando as propriedades farmacológicas da própolis vermelha, encontrada no litoral alagoano. Já existem estudos em Cuba que comprovam que os flavonóides desta substância são antirretrovirais, ou seja, inibem o crescimento do vírus da Aids.

A própolis vermelha já faz parte dos Arranjos Produtivos Locais em Alagoas, ou seja, já existem políticas de incentivo para a produção e comercialização desta substância, que está à venda em algumas farmácias de produtos naturais. “Desta forma, o interesse pela pesquisa é maior, já que a própolis vermelha é encontrada no litoral alagoano de Maragogi a Jequiá da Praia”, diz o professor Ticiano Gomes.

A própolis é uma substância produzida pelas abelhas a partir de coletas na vegetação. Por isso, pode ter cores e propriedades diversas, dependendo do ecossistema local. A própolis vermelha de Alagoas tem características específicas, porque é produzida a partir da resina do rabo-de-bugio, planta encontrada nos manguezais.

Os flavonóides, que são compostos químicos encontrados nas plantas, extraídos da própolis vermelha já tem comprovação como antioxidantes, ou seja, retardam o envelhecimento das células. “Também já comprovamos nos nossos estudos que a própolis vermelha contribui para fortalecer o sistema imunológico, mas precisamos de equipamentos mais precisos para estudar as propriedades antirretrovirais (contra a Aids), como já foi comprovado em Cuba, e anticancerígenas”, esclarece Ticiano.

O pesquisador informa ainda que, como a própolis verde é mais comum, a pesquisa sobre esta variedade está mais avançada. “Mas, ultimamente, a própolis vermelha vem chamando a atenção do mundo, por isso a importância de realizar pesquisas sobre este fitoterápico produzido no Estado”, reforça o professor. “Estamos realizando aqui no nosso laboratório, com os recursos que temos, o isolamento dos constituintes químicos por spray drier, que possibilita uma avaliação por nanotecnologia”, explica o professor.

Segundo o professor, ainda será necessário investir nos equipamentos do laboratório para aprofundar as pesquisas e conseguir comprovar as propriedades químicas, fisioquímicas, farmacológicas e toxicológicas da própolis vermelha. “Nossa pesquisa aqui na Ufal é recente. Tem menos de cinco anos. Ainda estamos equipando o laboratório, mas temos perspectivas de produzir boas pesquisas para a sociedade alagoana”, ressalta o pesquisador da Esenfar.

Matéria completa publicada no site da Ufal

Pesquisador analisa a ação da atmosfera sobre a sociedade

A influência do clima sobre as ações humanas é bastante conhecida por toda a população. Não é à toa que consultamos o serviço de meteorologia antes de uma viagem ou de planejar uma festa ao ar livre. Mas esse tema ainda é pouco abordado cientificamente. Poucos estudiosos se dedicam a pesquisar os vários aspectos em que clima e temperatura podem alterar o nosso cotidiano.

Um dos entusiastas desta área é o professor de Biometeorologia da Ufal, José Clênio Ferreira de Oliveira. O pesquisador, que é mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba, organizou pela primeira vez, em 2008, em Alagoas, o seminário Atmosfera e Sociedade, que se transformou em um projeto de Extensão do Instituto de Ciências Atmosféricas da Ufal.

O objetivo do seminário foi sistematizar um debate interdisciplinar e multidisciplinar sobre como as variáveis meteorológicas se relacionam com vários outros campos de estudo. “Por exemplo, em Psicologia existe uma disciplina recente, a Psicologia Ambiental, dedicada a observar como o clima influencia no comportamento humano”, explica o professor Clênio. “Algumas pesquisas registraram que na Sibéria, dependendo da mudança dos ventos, aumentava o número de suicídios, inclusive em pessoas que não apresentavam tendência à depressão”, relaciona o professor Clênio.

Influências na saúde e no comportamento

Segundo o pesquisador, essa não é uma questão nova, mas ainda é muito contestada e vista com certo preconceito na acadêmia. Mas existem referências importantes em Biometeorologia, S. W. Tromp, por exemplo, já em 1980, observou que o corpo humano registra estímulos meteorológicos que podem iniciar enfermidades, agravar doenças pré-existentes e até levar à morte.

Atento a esta relação entre clima e doenças, Clênio foi o primeiro meteorologista do Brasil a ter sua dissertação de Mestrado co-orientada por um médico. “O médico Jairo Calado estudou a relação da temperatura, umidade e precipitação pluviométrica com o agravamento de determinadas enfermidades aqui no nordeste”, destacou o pesquisador.

A influência das variáveis atmosféricas podem se dar, na questão da saúde, de forma indireta, estimulando a produção dos vetores, como o mosquito da dengue, que precisa de umidade e calor para se reproduzir, ou quando as cheias aumentam os riscos de contaminação por leptospirose e leishmaniose. Mas algumas doenças são influenciadas diretamente pelo clima, como as crises respiratórias provocadas pela baixa umidade ou baixas temperaturas.

Veja a matéria completa no site da Ufal

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Educação Infantil não é para "alfabetizar"

Desde que a educação infantil ganhou status de “obrigatória” no Brasil, ou seja, desde que a Lei de Diretrizes a Bases da Educação determinou que o acesso à Educação Infantil deve ser garantido pelo Estado a todas as crianças de 0 a 5 anos, muitas alterações foram feitas na forma como os “pequenos” são tratados dentro da escola.

Os antigos modelos de creche tinham a principal tarefa de “cuidar” das crianças enquanto os pais trabalhavam, e não tinham uma orientação muito definida sobre o processo educacional nessa faixa etária. Depois, se passou para o outro extremo. Os pais e até alguns educadores começaram a pressionar por uma alfabetização precoce. As crianças já começavam a aprender a ler e escrever antes dos seis anos de idade.

Mas, segundo explicou Betânia Correia, a psicóloga do NDI, durante a reunião com os pais, a proposta da educação infantil não é alfabetizar. “Nos primeiros anos de vida, a criança tem que exercitar o lúdico. É por meio das brincadeiras que ela formula os primeiros conceitos, aprende a se relacionar em grupos, desenvolve a fantasia, forma sua personalidade e, principalmente, fortalece a autonomia e a alegria de viver, quando percebe que é amada pelos pais e pelos colegas”, destacou a psicóloga.

A diretora da escola, Pajuçara Marroquim, também ressaltou para os pais que a escola não substitui a família. “Esta é uma época para contar estórias, brincar junto com os filhos na grama, dar muitos abraços e declarar o amor pela criança. Assim elas crescem felizes e seguras”, disse a diretora.

Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil

As orientações que foram destacadas pelas educadoras do NDI estão regulamentadas nas “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil” que foram publicadas em 17 de dezembro de 2009, pelo MEC.

As escolas de educação infantil passaram todo o ano de 2010 se adaptando a essas orientações. “Para nós, não chegou a ser uma grande novidade, porque sempre trabalhamos com estes princípios”, destacou Ruth Caloête, coordenadora Pedagógica.

De acordo com essas diretrizes, “o currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade”

Sendo assim, as propostas pedagógicas da Educação Infantil devem considerar que a criança em suas relações e práticas cotidianas, onde vai construir sua identidade pessoal e coletiva. “Aqui utilizamos os projetos por áreas de saberes, onde a criança brinca e aprende pela observação e pela resolução de problemas cotidianos, junto com os colegas da mesma idade. A nossa intervenção é no sentido de contribuir, e não direcionar, o processo que eles estão vivenciando”, explicou a pedagoga Edvânia Sobral.

As diretrizes definem ainda que os princípios da educação infantil são: éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades; políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais.

Historiadores resgatam a trajetória dos militantes da esquerda em Alagoas

Em todas as partes do mundo, a História foi escrita pelos vencedores. Mas, muitas vezes, os vencidos encontraram alternativas para manter viva a memória dos que lutaram contra a ordem estabelecida. Aqui em Alagoas, esses testemunhos dos rebeldes ficaram abafados por muito tempo. Por isso, um grupo de pesquisadores resolveu se dedicar a recuperar estes arquivos e recontar alguns fatos históricos do ponto de vista de quem lutou contra o poder e pagou um preço alto por esta ousadia.

O grupo de pesquisa “História Social e Política” foi formado em 2009, sob a coordenação do professor Alberto Saldanha. Atualmente, o grupo é coordenado pelos professores de História Ana Paula Palamartchuk e Osvaldo Batista Acioly Maciel. Participam do projeto, nove pesquisadores e 19 estudantes de História, que desenvolvem quatro linhas de pesquisa: História da Política Externa no Brasil, História das Esquerdas: Política e Cultura, História Política da Alagoas Republicana e História Social do Trabalho.

Fontes documentais

O grupo começou por uma verdadeira busca nos arquivos, o que não foi uma tarefa fácil, porque os documentos não eram digitalizados e nem todos estavam em boas condições de preservação. Foi preciso digitalizar este material, em parceria com o Arquivo Público de Alagoas, o que possibilitou a participação de Alagoas no projeto “Memórias Reveladas: Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985)”. Esse projeto foi idealizado pelo Governo Federal com recursos da Lei Rouanet.

O trabalho do grupo de pesquisa também contribuiu para consolidar o Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis) da Ufal. A partir de maio de 2009, a equipe organizou a documentação doada ao Arquivo Público de Alagoas, por Geraldo Majella Marques, ex-militante do PCB de Alagoas, além de outras fontes de pesquisa sobre a Esquerda Brasileira. Um primeiro resultado desse trabalho será apresentado na Bienal, com o lançamento do livro "A Indústria Têxtil, a Classe Operária e o PCB em Alagoas", de autoria de Alberto Saldanha.

Leia a matéria completa no site da Ufal

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Informação, tecnologia e cultura digital

Facebook, Orkut, Twitter, Linkedin, blogs... São tantas as ferramentas de relacionamento online que cada vez mais os cientistas se voltam para o estudo sobre as consequências deste fenômeno. Já se fala até em “fadiga virtual”. Mas não se pode negar que as redes sociais estão incorporadas ao cotidiano de milhares de pessoas em todo o mundo. Desta forma, as empresas também se dedicam a desenvolver estratégias de interação com os internautas.

Nas universidades, as redes sociais e outras ferramentas da internet também estão cada vez mais presentes no ambiente acadêmico e passam a ser utilizadas como recurso didático. “Não adianta ficar criando resistência. A cultural digital é uma realidade. É preciso desenvolver estratégias produtivas de utilização das redes sociais”, afirma o professor Ronaldo Ferreira de Araújo, vice-coordenador do curso de Biblioteconomia da Ufal e mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Ronaldo Ferreira coordena a linha de pesquisa “Informação, Tecnologia e Cultura Digital” no curso de Biblioteconomia e tem alguns projetos em andamento. “A proposta é desenvolver métodos para avaliar a cultura digital na realidade de Alagoas”, explicou o pesquisador. Um exemplo foi o levantamento que o grupo de pesquisa fez sobre a utilização do twitter pelo setor de turismo gastronômico, na alta temporada de 2010. “Os alunos passaram três meses acompanhando todas as mensagens postadas pelo setor e perceberam que a comunicação ainda não é muito eficiente, nem baseada em um planejamento de marketing digital”, revelou o pesquisador.

Os alunos do grupo de pesquisa também acompanharam outras empresas nas redes sociais de Alagoas. “Embora existam algumas iniciativas positivas, percebemos que o marketing digital ainda é pouco valorizado pelas empresas locais”, disse o professor. Segundo ele, não é só nas empresas que a utilização desses recursos ainda é tímida. “Precisamos dar outra dinâmica também na própria universidade”, ressalta Ronaldo.

Leia a matéria completa no site da Ufal