terça-feira, 24 de agosto de 2010

Uma rosa...

Uma rosa que estava tão vermelha, viçosa, feliz...
Irradiava vida por cada pétala.

Foi colhida, presunçosa e orgulhosa diante de tantos olhares e entregue como demonstração pública de uma paixão esfuziante...

Palavras que ressoaram no universo foram pronunciadas: "minha vida", "meu amor", "meu sol", "minha lua"... "amor vim te buscar em pensamento..."

Mas, de repente, vem o corte, a dor, a falta de luz...


Nada resta à rosa, senão murchar devagar, sem ódio, amando...

Morre a rosa, como um sonho que é arrancado do peito, numa noite de lua tão bonita que chegava a agredir aos olhos, tristes com tanta beleza não vivida, com tantos planos agora sem perspectiva de realização...

Morre por falta de esperança, o necessário adubo da alma...

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