segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Própolis vermelha pode ser aliada no tratamento da Aids

O Grupo de Pesquisa em Tecnologia e Controle de Qualidade dos Medicamentos, da Escola de Enfermagem e Farmácia, coordenado pelo professor Ticiano Gomes, está investigando as propriedades farmacológicas da própolis vermelha, encontrada no litoral alagoano. Já existem estudos em Cuba que comprovam que os flavonóides desta substância são antirretrovirais, ou seja, inibem o crescimento do vírus da Aids.

A própolis vermelha já faz parte dos Arranjos Produtivos Locais em Alagoas, ou seja, já existem políticas de incentivo para a produção e comercialização desta substância, que está à venda em algumas farmácias de produtos naturais. “Desta forma, o interesse pela pesquisa é maior, já que a própolis vermelha é encontrada no litoral alagoano de Maragogi a Jequiá da Praia”, diz o professor Ticiano Gomes.

A própolis é uma substância produzida pelas abelhas a partir de coletas na vegetação. Por isso, pode ter cores e propriedades diversas, dependendo do ecossistema local. A própolis vermelha de Alagoas tem características específicas, porque é produzida a partir da resina do rabo-de-bugio, planta encontrada nos manguezais.

Os flavonóides, que são compostos químicos encontrados nas plantas, extraídos da própolis vermelha já tem comprovação como antioxidantes, ou seja, retardam o envelhecimento das células. “Também já comprovamos nos nossos estudos que a própolis vermelha contribui para fortalecer o sistema imunológico, mas precisamos de equipamentos mais precisos para estudar as propriedades antirretrovirais (contra a Aids), como já foi comprovado em Cuba, e anticancerígenas”, esclarece Ticiano.

O pesquisador informa ainda que, como a própolis verde é mais comum, a pesquisa sobre esta variedade está mais avançada. “Mas, ultimamente, a própolis vermelha vem chamando a atenção do mundo, por isso a importância de realizar pesquisas sobre este fitoterápico produzido no Estado”, reforça o professor. “Estamos realizando aqui no nosso laboratório, com os recursos que temos, o isolamento dos constituintes químicos por spray drier, que possibilita uma avaliação por nanotecnologia”, explica o professor.

Segundo o professor, ainda será necessário investir nos equipamentos do laboratório para aprofundar as pesquisas e conseguir comprovar as propriedades químicas, fisioquímicas, farmacológicas e toxicológicas da própolis vermelha. “Nossa pesquisa aqui na Ufal é recente. Tem menos de cinco anos. Ainda estamos equipando o laboratório, mas temos perspectivas de produzir boas pesquisas para a sociedade alagoana”, ressalta o pesquisador da Esenfar.

Matéria completa publicada no site da Ufal

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