quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poeminha tosco para curar uma mágoa

Era uma ferida aberta
disfarçada por um sorriso
Mas quem poderia saber?
E o toque que seria de cura
sem querer magoou mais ainda

Mas tudo cicatriza
meio torto, meio feio, ainda em brasa
Tudo caminha para algum fim
meio tosco, partido, mal colado

Até que um dia
a beleza da vida se revela de novo
numa manhã orvalhada e leve
em que o peito parece não doer mais

No entanto,
até que chegue essa alvorada de alívio
será preciso atravessar
uma longa e silenciosa noite

Não há como fugir
para sarar de verdade
é preciso sentir a dor

imagem tirada do blog

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