quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Os sons do universo são os sons do útero materno

Ontem não consegui escrever. Estava exausta. Percorri quilômetros à pé no centro de São Paulo e, como tem muitos trechos onde o trânsito é perigoso, tive que carregar Ernesto no colo por várias vezes. Com pouco mais de um metro e 18 kg, ele não é mais nenhum bebezinho e pesa bastante, mesmo para uma mãe ansiosa em mostrar o mundo para ele...
Pela manhã fomos ao Palácio das Indústrias, um prédio enorme, muito bonito,da década de 20 do século passado. No local foi instalada a Catavento, uma organização cultural. A exposição ainda é incompreensível para um menino de três anos que não tem conhecimentos básicos de física, biologia e química, mas vale despertar a curiosidade.
E ele "brincou" com muitas coisas: descobriu o peixe Nemo no aquário das espécies aquáticas, ouviu o canto de pássaros de várias regiões brasileiras gravados em computador e acionou as turbinas de uma hidrelétrica em miniatura que produzia energia para iluminar uma pequena cidade.
Mesmo que Ernesto não conheça a Via Láctea ( representada na foto ao lado)  e o Sistema Solar, uma parte da exposição trouxe elementos bem familiares para ele, que ainda deve ter algumas recordações do tempo em que morava na barriga da mamãe. Os sons gravados por sondas, que registraram ventos solares e outros fenômenos espaciais, parecem muito com os sons do útero materno.
A música é a mesma que eu ouvia quando a médica colocava o ultrassom para ouvir o batimento cardiaco do feto... Ficamos lá, um tempo, ouvindo aquele barulhinho relaxante. Eu não sei o que se passava na cabeça do Ernesto, mas eu me senti muito tranquila naquele universo de sons distantes...
Inspirada nas estrelas, andei com Ernesto no colo o caminho de volta, até alcançar a estação da Sé, pegar o trem do metrô e chegar na Vila Mariana, onde mora minha amiga Regina. Ernesto descansou para restaurar as energias e a mente para o outro programa: fomos ver as luzes de Natal da avenida Paulista, com direito à cançoes natalinas interpretadas por um coral. Uma noite linda, para encerrar mais um dia de descobertas...

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