sexta-feira, 12 de março de 2010

Carteirada: o mico do ano


Sinceramente, o ano está apenas começando, mas espero que não tenha mico maior do que esse. Vexame nacional envolvendo autoridades da segurança pública que foram "remendar" o mal feito e acabou ficando pior.

Se já não bastasse a "carteirada" dos policiais e a prisão desnecessária da gerente do Centerplex só porque ela estava cumprindo as normas da empresa, a Secretaria de Defesa Social arranjou às pressas um documento em papel timbrado do Gecoc, núcleo de combate ao crime organizado do Ministério Público, para justificar durante coletiva que a ação dos policiais era correta.

Só que o secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, não quis apresentar o documento à imprensa, e depois eu fiquei sabendo porque. A redação era mal feita, sem assinatura e ainda com erros de ortografia. A palavra cinema, por exemplo, estava escrita "cenema".

O promotor de Justiça, Edelzito Andrade, foi à imprensa desmentir o tal documento e a autorização para uma operação "investigativa" no Centerplex, que só tem uma semana de inaugurado e parece que já virou a boca-de-fumo mais perigosa da cidade, porque vários policiais querem ir lá investigar.

Ontem também entrevistei o vice-presidente do Sindpol, que insiste no direito de gratuidade dos policiais. Eu perguntei porque, e ele disse que eram prerrogativas do serviço. Eu retruquei "mas para assistir filme, na hora do lazer?". E ele falou que era uma questão de interpretação.

Lembrei daquele deputado que fez uma ligação clandestina de energia na casa dele para não pagar a conta e quando eu perguntei sobre a irregularidade cometida ele falou que "gato é uma questão subjetiva". É demais!!!

foto 1: vários policiais cercando a "perigosa" gerente
foto 2: o Tigre, grupo tático especial participando da "operação"

Um comentário:

  1. E tudo isto tudo tem um reflexo extremamente negativo para Alagoas. O problema é que muitas pessoas que vivem “aqui dentro” não estão nem um pouco preocupadas em mudar esta imagem. Querem apenas comandar o “seu pedaço”, afinal de contas, como muitos dizem: “Aqui é assim!”. Mais que lamentável, este episódio é abominável.

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