terça-feira, 23 de março de 2010

Revelar segredos...

"Procuro um amor que seja bom pra mim. Vou procurar, eu vou até o fim. E eu vou tratá-la bem, para que ela não tenha medo, quando começar a conhecer os meus segredos" (Segredos, Frejat)

Não tem jeito, né. Não dá para se relacionar com alguém com mais profundidade sem revelar quem somos. Não todos os segredos, mas o caráter, fruto de uma história com muitos episódios, alguns alegres, outros traumáticos...

Não tem como deixar alguém se aproximar, sem baixar um pouco a guarda, sem abrir a armadura... mas isso é bastante assustador, principalmente quando já se tem alguns "cadáveres" escondidos no armário. Por isso Reich dizia que a couraça que te proteje é a mesma que te impede de amar.

Ou seja, para amar, de certa forma, é preciso se tornar frágil. Esse é um drama que se torna mais complexo com a idade, e com toda a estrutura de proteção que formamos para nos defender das "topadas" da vida.

É por isso que é preciso mais coragem para amar e sorrir, do que para matar e se esconder... E são os covardes que ocupam as manchetes de jornais... Já o amor, cresce em silêncio.

Foto de Frejat do site do Estadão

Um comentário:

  1. Simplesmente verdadeiro!
    Concordo, já enterrando os "cadáveres" e abrindo as portas para o amor, a entrega, a felicidade, as topadas, mas sempre crescendo, crescendo....

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