quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Uma tragédia e muitos porquês...

O sargento Romulo Barros, do 4º Batalhão da Polícia Militar, com mais de duas décadas de trabalho, desabafou: "eu nunca me deparei com uma situação dessas!". O espanto não é para menos. Na tarde desta quarta-feira, 3 de fevereiro, o militar viu um jovem de 23 anos explodir o próprio corpo e quase levar junto policiais, parentes e médicos que tentavam socorrê-lo.

A tragédia aconteceu na na rua Ivan Wolf, no bairro do Farol. Joel chegou na casa do tio bastante alterado, por isso os parentes resolveram chamar a polícia e o Samu. Quando os policias e os médicos tentaram se aproximar do jovem, ele acendeu um explosivo que estava junto ao corpo. Uma bomba foi detonada, decepou a mão esquerda do rapaz e abriu um buraco no abdomen dele.

Outras 21 bombas ficaram dentro do saco que ele tinha na mão. Se todas tivessem explodido, possivelmente todos em volta ficariam gravemente feridos. A mãe do rapaz foi chamada e chegou junto com integrantes da igreja evangélica da qual ela participa. Não se sabe o que ela chegou a ver da cena dramática, mas o choque é indescritível para uma mãe.

O sargento Barros contou que tudo foi muito rápido. Eles não tinham notado as bombas durante a negociação com o jovem. Quando o militar percebeu o risco, afastou os colegas aos gritos, mas dois deles foram atingidos por estilhaços. Um dos militares está com um ferimento na coxa e vai fazer exames, porque não sabe se foi atingido por pedaços da bomba ou do corpo do suicida.

Muitos porquês ficaram no ar. Por que ele foi cometer o suicidio na casa do tio? Por que os avisos que ele deixou na parede do quarto não foram suficientes para evitar a tragédia? Por que ele fez isso???

Algumas dessas questões serão esclarecidas pela investivação. Mas o que se passava na cabeça e no coração de Joel, silencia com ele...

Foto de Janaína Ribeiro: mãe de Joel abalada com o suicídio do filho

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