segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Asas são aí esses meninos...

Hoje vim dirigindo para o trabalho, ouvindo "Canto de Chegada", o primeiro CD de Dinho Oliveira, lançado em 1998. Muita poesia e muitas histórias por trás de cada canção...

Dinho eu conheci em 1985, quando ele veio à Maceió visitar o irmão, Evaldo, que estava em missão partidária por aqui, e também fez umas apresentações musicais. Depois eu fui conhecer a terra deles, Poções, na Bahia. Eita turma boa! De poesia, militância política, cachaças de ervas, banho de rio, festivais de música, poeira da estrada e tudo mais...

Dinho, Evaldo, Elder... Música, prosa e verso numa familia só. E mais três irmãs orgulhosas e solidárias: Marli, Mônica e Márcia. Para completar, pai e mãe de outro mundo, sertanejos com uma tolerância e uma abertura de alma fora do comum, para entender todas as loucuras e loucos que os filhos levavam para casa. Maria e Zé Baixim... A convivência com essa familia me ensinou tanto, tanto, que nunca vou poder esquecê-los...

Ainda mantenho contato com Dinho e Elder, que são meus parceiros de música, poesia e vida... Asas é uma parceria de nós três. Fidelidade é uma letra minha musicada pelo Dinho. As poesias que eu fiz com Elder dariam um livro que a gente ainda não escreveu... quem sabe um dia? Fora o que a gente abarrotou a caixa de correios com correspondências poéticas de Camamu à Poções e vice-versa, com poesias que iam e vinham para completar os versos.

Dos livros e Cds que eles lançaram, eu sou fã número um... Elder é poeta reconhecido, com crítica literária aplaudindo e tudo o mais. Dinho também trilha suas canções, agora em Salvador.

Com as meninas, de vez em quando eu troco mensagens na internet. Maria Bonfim, Evaldo e Zé Baixim, nessa ordem, foram formar uma outra familia em algum lugar desse imenso universo, mas devem estar sempre por perto de algum jeito, porque a presença deles é tangível...

Nova Canãa, Poções, Vitória da Conquista... e ainda os passeios pelos festivais de música do vale do Jequitinhonha, em Minas, com direito à uma passagem memorável por Pedra Azul, onde eu, Dinho e Safeb fomos buscar a inspiração do Paulinho e, na verdade, passamos fome e frio, mas valeu a aventura!

Tem muitas histórias ainda para serem contadas e mais ainda para serem vividas. Levo esse povo no meu coração, que distância nem tempo tiram de mim... "e vou cantando assim ao coração, com a saudade que me tira da razão, iluminado de amor e de prazer, minha alegria..."


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