sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Pianista do Silencioso

Finalmente estou lendo o romance escrito pelo meu amigo Carlos Nealdo e lançado pela Edufal em 2007. O meu exemplar foi presente do próprio autor, autográfado, é claro. Uma leitura deliciosa... A narrativa de Nealdo é dessas que ao mesmo tempo informa e deleita, conjunção difícil conquistada apenas por bons escritores.
Apesar de ser uma ficção, o livro apresenta um panorama detalhado das primeiras décadas do século XX, com a primeira grande guerra alterando as relações humanas, culturais, sociais e políticas. A importância do cinema nesse período, a distância entre as realidades da Broadway e do serão nordestino, que se encontram na trajetória de um ator famoso que de repende, e da forma mais inusitada, saí do mundo dos grandes shows e vem parar no nosso prosaico mundinho... tudo isso, enriquece o texto, mas sem pesar na leitura, que flui saborosamente...

Antes que alguém diga que estou jogando confetes para um amigo, aviso que Nealdo foi premiado em 2006 aqui em Alagoas com esse romance e, ano passado, foi convidado para lançar "O Pianista do Silencioso" no Festival de Cinema de Gramado.

É claro que tenho um grande orgulho de ser amiga de um escritor talentoso, um cidadão ético e um jornalista muito competente. Mas foi Cacá Diegues quem disse que não conseguiu parar de ler o livro durante um dia inteiro de carnaval. Ora, não sei se o nosso famoso cineasta não gosta de carnaval, mas tenho certeza que ninguém passa o dia inteiro lendo um livro se ele não for muito bom mesmo!

Portanto, quem ainda não iniciou essa leitura, que eu me sinto em atraso por só ter começado agora, não espere mais. A Edufal tem exemplares. Vale a pena se abraçar ao pianista do silencioso e caminhar das noites iluminadas de Manhatan às ruas de uma pequena cidade do sertão pernambucano, para descobrir porque o cinema mantem essa magia contagiante e universal.

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